“Somos personagens de novela e Campo Grande é uma cidade cenográfica?”, questiona Picarelli
- Redaçäo

- 25 de mai. de 2024
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Em live no Facebook, o jornalista e pré-candidato a vereador, Maurício Picarelli, questiona a postura do executivo em “maquiar” a realidade da Capital, mesmo com tantos problemas evidentes.

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Em sua live “Questão de Opinião” da última quinta-feira (24), Mauricio Picarelli comentou sobre uma certa “maquiagem” que a administração municipal tem feito em Campo Grande, no intuito de apresentar uma espécie de “realidade paralela” em relação aquela que a população realmente enxerga e vivencia no dia a dia.
Na abertura, Picarelli faz uma menção especial situação climática no Rio Grande do Sul, com a volta de chuvas fortes e com presença de granizo, deixando a população em estado de preocupação e atenção a possíveis novos danos a edificações e as pessoas em geral.

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No batuque da indignação
Trazendo de volta seu famoso tambor, marca registrada do comunicador ao expressar sua revolta diante de situações que prejudicam a sociedade, ele inicia destacando o tema central da live “Somos personagens de novela e Campo Grande é uma cidade cenográfica? ”, onde relata uma série de situações que o povo campo-grandense vem enfrentando, mas, que, para a administração municipal, parecem ser “obra de ficção”.
Picarelli destacou o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) da Capital que, para o próximo ano será de aproximadamente R$ 6,8 bilhões, um acréscimo de 4% em relação a 2024, sendo este, todo o montante necessário para investir e manter os equipamentos e estrutura pública do município.
Com relação as vias da cidade, Maurício comentou sobre uma denúncia enviada a ouvidoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado), pedindo uma fiscalização e um possível cancelamento de edital por parte de Prefeitura para a contratação de empresa para o controle de semáforos e sinalização da cidade.
Picarelli expôs um problema que assola motoristas que trafegam pela Avenida Bandeirantes: o número excessivo de semáforos. Enquanto há locais na Capital que carecem desde mecanismo, a quantidade do instrumento de sinalização em locais inadequados e desnecessários nos quatro quilômetros da Bandeirantes, atrapalha o fluxo que poderia ser mais dinâmico, tornando-se burocrático com a falta de uma “Onda Verde”, semáforos interligados e em pontos estratégicos da via, questionando a falta de competência da AGETRAN no planejamento viário da cidade.
Educação em apuros
O assunto que dominou a pauta, foi EDUCAÇÃO. Conforme a LDO aprovada para o próximo ano, ficou estabelecido o destino de 25% do orçamento para o ensino público. Mesmo com uma fatia importante do orçamento, Picarelli destacou a precária situação da infraestrutura das escolas municipais. O MPMS abriu inquérito para apurar eventuais tais irregularidades na Rede Municipal de Ensino. Pelo que foi apurado nas denúncias, constam problemas graves como falta de manutenção no entorno do prédio, de acessibilidade, cobertura e no cercamento do parque infantil, falta de exaustores nas cozinhas, infiltrações, computadores insuficientes, falta de pessoal, rachaduras, afiação elétrica antiga, infestação de pombos e outras pragas urbanas.
Por favor, salvem os “professorinhos”
Dia 20 de maio foi Dia do Pedagogo, com pouco ou nenhum motivo para comemoração. Picarelli indagou se os educadores e pedagogos estão sendo valorizados, discorrendo sobre às difíceis condições de trabalho, indisciplina e violência dos alunos e pressões internas por resultados, fazendo uma analogia entre o passado e o presente na relação professor/aluno, necessitando de uma restauração no prazer do educador em lecionar e o aluno em aprender.
Outro ponto importantíssimo que o jornalista pontuou, é a saúde mental dos professores e a alta quantidade de profissionais de licença médica, resultante da estressante carga de trabalho, aliada as condições de trabalho precárias e situações de perigo enfrentada dentro das escolas públicas, nas regiões periféricas, onde muitos jovens ficam vulneráveis com o perigo do tráfico de drogas.
Voltando a saúde, o pré-candidato a vereador ressaltou a destinação de 15% do orçamento da LDO em 2025 para a saúde e outros repasses vindos do governo estado, que desde o início do ano, enviou mais de R$ 132 milhões para a saúde pública da Capital e da União, não justificando a precariedade do SUS em Campo Grande, com falta de medicamentos, ambulâncias, equipamentos, além de servidores desmotivados, UPAs e Unidades de Saúde da Família em péssima infraestrutura, com risco a saúde dos pacientes.
Picarelli chamou a atenção para os enfermeiros da rede pública, cujo o sindicato da categoria, registrou boletim de ocorrência por dano contra uma ação da Prefeitura de Campo Grande ao retirar faixas e barracas do paço municipal, numa clara tentativa de impedir o protesto da classe contra o não pagamento do adicional de insalubridade, que já durava mais de 75 dias.
Pra encerrar, Maurício Picarelli agradece o público e reafirma que “não estamos numa novela fictícia” não sendo Campo Grande uma “cidade cenográfica”, mas numa cidade pujante, linda e com um povo ordeiro e hospitaleiro, que não merece tanta incompetência administrativa, secretários municipais desconexos com a realidade da cidade, falta de planejamento em diversas áreas e sem maquiagem, inventando uma realidade que não existe.
Ao realizar suas lives semanais, o jornalista e pré-candidato a vereador, Maurício Picarelli, vai de encontro na busca por uma sociedade mais justa e igualitária, trazendo uma mensagem direta e reflexiva sobre a vida e os anseios da população. Todas as terças e quintas, a partir de 19 horas no Facebook (https://www.facebook.com/picarelli.oficial).





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